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segunda-feira, 7 de março de 2011

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Esse era o segundo encontro entre Isabella e Bernar, o primeiro havia sido um desastre. Poucas palavras, um único abraço, e milhões de olhares ao longo da noite. Dessa vez, ela sentada ao longe, observa Bernar, sem estar alegre ou triste, queria sentir a emoção do momento. Ele dedilhava algumas notas musicais, seu melhor passatempo, não percebeu a presença da garota. Ele tocava uma canção, da qual ela só se lembra dessas palavras:

“A minha verdade agora, são palavras mudas, as quais eu já posso tocar, enterradas em mim, me machucam, indolores, como o cheiro das flores que já não mais sinto.”

Ela optou por calar-se. Não, não porque á obrigaram. Mas porque não existiam palavras, matou-as minutos antes. Então calou-se. Preferiu a solidão cruel que o silêncio lhe trouxe, do que o arrependimento vergonhoso que as palavras, sem dúvida, fariam sentir. Preferiu deixar que a música lhe invadisse a alma. Saiu e guardou suas melhores palavras para o momento certo.



pS: baseado em uma história real, vivenciada por um (a) conhecido (a)
e tive a aprovação para fazer o conto. Do meu jeiito.


Beeijos e abraços pra quem passa ;**

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