-Podemos, por favor, ir embora? – Implorei mais uma vez, quando a velha não nos olhava.
-Jenna, só quero pegar a poção e vamos embora – falou minha amiga calmamente.
Qual o motivo de está sentada dentro de uma casa assustadora e com várias coisas penduradas no teto – que prefiro não saber o que é – mesmo? A sim, Clara que se dizia ser minha amiga, havia me obrigado a vim com ela a uma suposta bruxa que lhe daria uma poção do amor para usar com seu amor platônico.
-Antes de pegar sua poção, terá que fazer um ritual de passagem – falou a bruxa. Ela pegou algumas pedras e jogou em cima da mesa a sua frente.
Olhei assustada para Clara, que me devolveu o olhar.
-Hmm ritual? - Clara se remexeu na cadeira.
-Claro – exclamou. Ela fechou os olhos e começou a falar alguma coisa em uma língua muito estranha.
Clara se levantou um pulo, me puxando junto.
-Desculpa senhora, mas eu e minha amiga vamos embora – antes de chegarmos à porta, uma rajada de ar fez com que ela se fechasse e tudo ficasse escuro.
Ia soltar um grito, mas uma mão me impediu.
-Não grita – uma voz masculina sussurrou em meu ouvido.
Na mesma rapidez que a luz foi apagada, foi acesa. E só pude a bruxa nos olhando com um sorriso que me fez tremer.
-Só podem ir embora no final do ritual – seu sorriso ficou maior. Ela deu um passo em nossa direção e uma figura atrás dela me chamou a atenção imediatamente. Era um garoto, muito bonito diria, mas com uma expressão ameaçadora.
-Você não fará mal a mais ninguém, bruxa – falou. Na mesma hora uma risada estrondosa saiu dos lábios da velha.
Mais um passo.
Aconteceu tudo muito rápido. Não sei o que me fez fazer isso, mas uma hora estava com Clara agarrada comigo e tremendo, em outra estava pegando uma das velas acesas e jogando na mesa que estavam as pedras.
-Não – gritou a bruxa.
Senti os braços de Clara me puxando para fora da casa, mas só conseguia olhar para além do fogo, o garoto, que sorria. Fui arrastada para fora, até que depois de algum tempo sem que nós duas falássemos qualquer coisa, o garoto saiu da casa e foi em nossa direção.
-Obrigada – disse ele.
-Quem é você? – perguntou Clara.
-Heath, um espírito. Aquela velha me matou em um de seus rituais, assim como queria fazer com vocês duas.
-Um... fantasma? – Clara se assustou. Ao contrário de mim, mesmo não entendendo o motivo.
Heath não disse nada, apenas se aproximou. Clara deu um longo passo para trás e eu para frente. Quando nos encontramos, Heath tocou em meu rosto sorrindo. Eu sabia que o conhecia, ele era o mesmo cara que aparecia em meus sonhos.
-Obrigada por me salvar Jenna – suspirei. Ele se afastou e um brilho de luz cegou meus olhos. No instante depois Heath não estava mais ali.
-Por favor, Jenna, nunca mais me escute – disse Clara rindo.
terça-feira, 23 de março de 2010
A bruxa e o garoto .
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